Mostrando postagens com marcador DT e HIV/Aids. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DT e HIV/Aids. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dengue - Manual de Enfermagem


Dengue - Manual de Enfermagem 
Formato: PDF
Número de páginas: 180
Tamanho: 1.73 MB
link para download: ACESSAR




A dengue no Brasil caracteriza-se por um cenário de transmissão endêmica/ epidêmica em grande parte do País, determinada principalmente pela circulação simultânea de vários sorotipos virais.

Esse cenário de intensa transmissão tem contribuído para a mudança no perfil da doença no País. Entre as principais mudanças na epidemiologia da doença no Brasil, destaca-se a ocorrência cada vez maior de suas formas graves e de óbitos. Nos últimos dez anos foram notificados 82.039 casos graves e 2.931 óbitos, o que representa um aumento de 705% e 974%, respectivamente, se comparado com a década anterior.


1 Introdução
2 Atendimento de Enfermagem ao Paciente com Suspeita de Dengue 
2.1 Classificação de risco 
2.2 Estadiamento clínico
2.3 Assistência de enfermagem
3 Prevenção e Medidas de Controle
3.1 Mobilização social e educação 
3.2 Controle do vetor: ações integradas e intersetoriais 
3.3 Promoção da integração do ACE na equipe de Atenção Básica
3.4 Monitoramento dos casos na Atenção Básica
3.5 Vigilância epidemiológica
3.6 Assistência ao paciente com suspeita de dengue 
Referências 
Literatura Consultada 
Anexos 
Anexo A – Exames laboratoriais 
Anexo B – Cartão de acompanhamento do paciente com suspeita de dengue 
Anexo C – Verificação de sinais vitais
Anexo D – Checklist: monitoramento dos pacientes internados
Anexo E – Checklist: grupos A e B 

Protocolo com recomendações do programa de controle da tuberculose do estado do Rio de Janeiro (PCT-TJ) para a realização de escarro induzido (EI) - método alternativo para coleta de espécime respiratório para o diagnóstico de tuberculose.
Inclui indicações, contra-inidicações, material necessário, técnica, casos especiais, e mais. 







Formato: PDF 
Número de páginas: 5 
Tamanho: 53.4 KB 
link para download: ACESSAR

[Livro] Protocolo de Vigilância Epidemiológica da Influenza Pandêmica


Protocolo do Ministério da Saúde que se aplica ao cenário epidemiológico brasileiro na atual fase pandêmica, de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Formato: PDF 
Número de páginas: 32 
Tamanho: 607 KB 
link para download: ACESSAR

MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA

Manual De Vigilância Da Leishmaniose Tegumentar Americana


Este manual, coordenado pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria
de Vigilância em Saúde, é fruto da contribuição de profissionais das áreas de pesquisa, ensino, vigilância e controle da doença, e destina-se especialmente aos técnicos que lidam com a identificação, o diagnóstico, o tratamento, a vigilância e o controle da leishmaniose tegumentar americana (LTA).
Esta edição sofreu alterações em seu conteúdo técnico, tendo sido incorporados aspectos
importantes que vieram enriquecer e complementar as informações já contidas nas edições anteriores. Destaca-se o novo enfoque de vigilância e monitoramento da LTA em unidades territoriais.
Espera-se que este manual seja um instrumento de orientação da prática individual e coletiva,
bem como para a sustentação dos processos de capacitação na busca do aperfeiçoamento
das ações, visando à redução das formas graves e da incidência desta doença no País.

Formato: PDF
Número de páginas: 180
Tamanho: 1.73 MB
link para download: ACESSAR



Sumário


Apresentação ................................................................7
1 Introdução ................................................................11
2 Epidemiologia ............................................................15


2.1 Situação epidemiológica ................................................17


2.2 Definição .............................................................20


2.3 Agente etiológico ......................................................21


2.4 Vetor .................................................................22


2.5 Hospedeiros e reservatórios .............................................23


2.6 Modo de transmissão ...................................................25


2.7 Período de incubação ...................................................25


2.8 Padrões epidemiológicos ................................................25


2.9 Ciclos de transmissão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27

2.9.1 Ciclo de transmissão da Leishmania (Leishmania) amazonensis .......... 27


2.9.2 Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) guyanensis ............... 28


2.9.3 Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) braziliensis ............... 29


2.9.4 Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) shawi ................... 31


2.9.5 Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) lainsoni .................. 31


2.9.6 Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) naiffi .................... 31


2.9.7 Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) lindenberg ............... 31
3 Fisiopatogenia ............................................................33
4 Diagnóstico clínico ........................................................43


4.1 No ser humano........................................................45


4.1.1 Classificação .....................................................45


4.2 No cão ...............................................................66
5 Diagnóstico laboratorial ...................................................69


5.1 No ser humano........................................................71


5.1.1 Exames parasitológicos ............................................. 71


5.1.2 Exames imunológicos .............................................. 72


5.1.3 Exames moleculares: reação em cadeia de polimerase (PCR). . . . . . . . . . . . . 73

5.2 No cão ...............................................................74
6 Tratamento ...............................................................75


6.1 Antimoniato de meglumina .............................................77


6.1.1 Mecanismo de ação ................................................ 77


6.1.2 Farmacocinética e farmacodinâmica .................................78


6.1.3 Uso terapêutico, vias de administração e posologia ..................... 78


6.1.3.1 Cálculo de doses .............................................. 79


http://www.BlogEnfermagem.com

6.1.3.2 Modo de aplicação ............................................80


6.1.3.3 Contra-Indicações ............................................80


6.1.3.4 Efeitos adversos ............................................... 80


6.1.3.5 Recomendações ............................................... 81


6.1.3.6 Tratamento para crianças ....................................... 82


6.2 Drogas de segunda escolha ..............................................82


6.2.1 Anfotericina B ....................................................82


6.2.1.1 Apresentação comercial ........................................ 82


6.2.1.2 Mecanismo de ação ...........................................82


6.2.1.3 Dose ........................................................83


6.2.1.4 Contra-indicação .............................................84


6.2.1.5 Efeitos adversos ............................................... 84


6.2.1.6 Recomendações ............................................... 84


6.2.2 Anfotericina B lipossomal ..........................................84


6.2.3 Pentamidinas .....................................................85


6.2.3.1 Dose e modo de aplicação ...................................... 85


6.2.3.2 Apresentação comercial ........................................ 86


6.2.3.3 Efeitos adversos ............................................... 86


6.2.3.4 Recomendações ............................................... 86


6.2.3.5 Contra-indicações ............................................. 86


6.3 Esquemas alternativos .................................................86


6.4 Tratamento da Leishmaniose Cutânea Difusa (LCD) ........................87


6.5 Co-infecção ...........................................................87


6.5.1 Esquemas terapêuticos para indivíduos portadores de co-infecção
Leishmania-HIV ................................................... 87

6.5.1.1 Seguimento pós-tratamento ....................................88


6.5.2 Leishmaniose tegumentar e outros patógenos .........................88


6.6 Critérios de cura da Leishmaniose Tegumentar Americana .................. 89


6.6.1 Forma cutânea .................................................... 89


6.6.2 Forma mucosa .................................................... 91


6.6.3 Acompanhamento regular .......................................... 91


6.6.4 Situações que podem ser observadas .................................91


6.6.5 Conduta frente às situações que podem ser observadas ................. 92


6.6.6 Complicações por intercorrência ....................................92
7 Vigilância .................................................................95


7.1 Definição de áreas de transmissão ........................................97


7.2 Vigilância de casos humanos ............................................99


7.2.1 Definição de casos ................................................. 99


7.2.2 Conduta frente a um caso suspeito................................... 99


7.2.2.1 Notificação e investigação de casos .............................100


7.2.2.2 Roteiro de investigação epidemiológica .........................101


7.2.3 Definição de fluxo e periodicidade do sistema de informação ........... 103


7.2.4 Análise e divulgação dos dados .....................................103


7.3 Vigilância entomológica ...............................................106


http://www.BlogEnfermagem.com

7.3.1 Objetivos específicos ..............................................107


7.3.2 Metodologia .....................................................107


7.3.2.1 Pesquisa entomológica em foco ................................107


7.3.2.2 Monitoramento entomológico .................................109


7.3.3 Indicadores entomológicos ........................................111


7.4 Vigilância de reservatórios e hospedeiros .................................112


7.4.1 Reservatórios silvestres ............................................112


7.4.2 Animais domésticos ..............................................112
8 Medidas preventivas ......................................................113
9 Medidas de controle ......................................................117


9.1 Orientações dirigidas para o diagnóstico precoce e tratamento adequado dos
casos humanos ......................................................119

9.2 Orientações dirigidas para o controle de vetores ..........................121


9.3 Orientações dirigidas para o controle de hospedeiros e reservatórios ........123


9.3.1 Reservatórios silvestres ............................................123


9.3.2 Animais domésticos ..............................................123


9.4 Atividades de educação em saúde .......................................124
Referências Bibliográficas ...................................................125
Anexos ...................................................................141
Anexo A – Casos novos de Leishmaniose Tegumentar Americana, segundo
Unidades Federadas, Brasil 1985 – 2005 ...........................143
Anexo B – Coeficiente de detecção de Leishmaniose Tegumentar Americana por

100.000 habitantes, Brasil 1987 – 2005 ............................144
Anexo C– Taxonomia da Leishmania ......................................145
Anexo D – Distribuição das Leishmanias responsáveis pela transmissão da LTA,
segundo Unidade Federada, Brasil – 2005 .........................146
Anexo E – Distribuição das espécies de flebotomíneos prováveis ou potenciais
vetores de LTA, segundo Unidade Federada, Brasil 2005 .............147
Anexo F – Critérios para definir a competência vetorial de flebotomíneos ....... 148
Anexo G – Critérios para definir uma espécie animal como reservatório de um
agente patogênico ..............................................149
Anexo H – Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil, classificação clínica
e respectivos agentes etiológicos segundo Marzochi ................. 151
Anexo I – Técnicas diagnósticas ...........................................152
Anexo J – Ficha de investigação...........................................158
Anexo K – Ficha de investigação de óbitos de Leishmaniose Tegumentar
Americana ....................................................160
Anexo L – Centros de referência para diagnóstico e tratamento da LTA .........166
Equipe Técnica .............................................................177

[livro] Recomendações para profilaxia da transmissão vertical do HIV e terapia anti-retroviral em gestantes




Em novembro de 2005, o Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa Nacional de DST e Aids reuniu o Comitê Assessor para Recomendações de Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-Retroviral em Gestantes, que revisou as Recomendações de Terapia Anti-Retroviral (TARV) e as demais condutas relacionadas à profilaxia da transmissão vertical do HIV.
As recomendações que estão neste documento foram baseadas no conhecimento científico disponível e na experiência de especialistas na área, considerando sempre as condições de implementação das recomendações no Sistema Único de Saúde.








Formato: PDF
Número de páginas: 176
Tamanho: 748 KB
link para download: ACESSAR





Recomendações para profilaxia da transmissão vertical do HIV e terapia anti-retroviral 
em gestantes / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. – Brasília : 
Ministério da Saúde, 2006. 

176 p. – (Série Manuais nº 46) 

ISBN 85-334-1263-0 

1. HIV / prevenção & controle. 2. Gestantes. 3. Transmissão vertical de doença. I. 
Título. II. Série. 
NLM WC 503.6 

Sumário 

I. 
Introdução...............................................................7 
II. Transmissão Vertical do HIV –
Princípios Gerais...................................................... 9 
a) Triagem Sorológica e Aconselhamento....................... 15 
III. 
Uso de Anti-Retrovirais em Gestantes.................... 17 
a) Considerações............................................................. 17 
b) Observações sobre o Uso de Anti-Retrovirais 
e Manejo da Gestante Infectada pelo HIV................... 19 
c) TARV em Gestantes – Critérios para 
Seleção do Esquema Anti-Retroviral............................ 25 
d) Agentes Terapêuticos / Apresentação e 
Posologia / Efeitos Colaterais Primários 
e Toxicidade Associados à Terapia Anti-
Retroviral (TARV)......................................................... 30 
IV. 
Exames Laboratoriais na Gestante 
Infectada pelo HIV................................................. 37 
V. 
Esquema Vacinal para Gestantes 
Portadoras do HIV Adultas e Adolescentes............ 39 
a) Considerações Gerais................................................... 39 
b) Imunizações Comumente Recomendadas................... 40 
c) Parâmetros Imunológicos para Tomada 
de Decisão em Imunizações com Vacinas de 
Bactérias ou Vírus Vivos em Pacientes 
Portadoras de HIV com mais de 13 anos 
de idade...................................................................... 41 
d) Recomendações para Vacinação Contra 
Febre Amarela em Adultos e Adolescentes 
Infectados pelo HIV com 13 Anos ou mais 
de Idade, de acordo com o Número de 
Linfócitos T-CD4+ e Regiões de Risco..........................42 
VI. Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV.............. 43 
a) Quimioprofilaxia Anti-Retroviral no 
Momento do Parto......................................................43 
b) Quimioprofilaxia Anti-Retroviral no 
Recém-Nascido............................................................43
VII. Imunizações Preconizadas na Criança 
Exposta ao HIV...................................................... 45 
a) Esquema Vacinal para o Recém-Nascido 
Exposto ao HIV, na Maternidade.................................45 
b) Imunobiológicos de Uso Eventual 
na Unidade Neonatal.................................................. 46 
c) Crianças Menores de Um Ano de Idade 
com Suspeita Clínica ou com Diagnóstico 
Definitivo de Infecção pelo HIV................................... 48 
VIII. Via de Parto...........................................................49 
a) Considerações Gerais...................................................49 
b) Via de parto – Critérios para sua escolha.....................50 
c) Operação cesariana eletiva – Considerações 
para seu manejo adequado........................................ 51 
d) Parto vaginal – Considerações para seu 
manejo adequado....................................................... 53 
IX. 
Manejo da Ruptura de Membranas no 
Contexto da Prematuridade...................................55 
X. 
Cuidados com o Recém-Nascido............................57 
XI. 
Recomendações no Puerpério................................59 
XII. Anexos...................................................................63 
Anexo 1. Profilaxia da transmissão 
vertical do HIV: esquema do PACTG 076........................ 65 
Anexo 2. Precauções Básicas e Universais.......................69 
Anexo 3. Vigilância Epidemiológica do HIV 
em Gestantes e Crianças Expostas.................................. 77 
Referências Bibliográficas............................................. 81 
Comitê Assessor das Recomendações para 
Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e 
Terapia Anti-Retroviral em Gestantes – 2006................93 
Textos Complementares............................................... 95 
1) Aconselhamento Pré e Pós-Teste Anti-HIV em 
Gestantes, Parturientes e Puérperas (3ª edição).......... 97 
Grupo de Elaboração.................................................107 
2) Testes Rápidos Anti-HIV: Considerações 
Gerais para seu Uso com Ênfase na 
Indicação de Terapia Anti-Retroviral 
em Situações de Emergência (3ª edição)................... 109 
Grupo de Elaboração.................................................130 
3) Planejamento Reprodutivo para Casais que 
Convivem com o HIV – Política Nacional de 
Atenção Integral em Reprodução Humana 
Assistida /Adoção (1ª edição).................................... 131 
Grupo de Elaboração.....................................................143 
Encarte..........................................................................145 


http://www.blogenfermagem.com
Recomendações para profilaxia da transmissão vertical do HIV e terapia anti-retroviral em gestantes 

I. Introdução 
Em novembro de 2005, o Ministério da Saúde (MS), 
por meio do Programa Nacional de DST e Aids reuniu o 
Comitê Assessor para Recomendações de Profilaxia da 
Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-Retroviral 
em Gestantes, que revisou as Recomendações de Terapia 
Anti-Retroviral (TARV) e as demais condutas relacionadas 
à profilaxia da transmissão vertical do HIV. 

As recomendações que estão neste documento foram 
baseadas no conhecimento científico disponível e na 
experiência de especialistas na área, considerando sempre 
as condições de implementação das recomendações no 
Sistema Único de Saúde. 

A taxa de transmissão vertical do HIV, sem qualquer 
intervenção, situa-se em torno de 25,5%(16). No entanto, 
diversos estudos publicados na literatura médica 
demonstram a redução da transmissão vertical do HIV 
para níveis entre zero e 2%, por meio de intervenções 
preventivas, tais como: o uso de anti-retrovirais combinados 
(promovendo a queda da carga viral materna para 
menos que 1.000 cópias/ml ao final da gestação), o parto 
por cirurgia cesariana eletiva, o uso de quimioprofilaxia 
com o AZT na parturiente e no recém-nascido, e a nãoamamentação. 
Nos países desenvolvidos, a ampla implementação 
dessas intervenções resultou na redução significativa 
da incidência de casos de aids em crianças(13). 

[Resumo] Diagnostico e Tratamento da DENGUE : manejo Clínico



A identificação precoce dos casos de dengue é de importância crucial para o controle das epidemias. O vírus da dengue causa um espectro variado de doenças que inclui desde formas inaparentes ou subclínicas, até quadros de hemorragia que podem levar ao choque e ao óbito.

A apresentação clínica da dengue pode ser dividida em três grupos principais:

1) Dengue clássica

a) Nos adultos

A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39° a 40°), de início abrupto, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos e exantema (vermelhidão no corpo), que pode ser acompanhado de prurido.

Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de astenia durante algumas semanas.

b) Nas crianças
Geralmente se inicia com febre alta acompanhada de sintomas inespecíficos: apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarréia. O exantema pode estar presente ou não.

Nos menores de 2 anos, as dores podem manifestar-se por choro intermitente, irritabilidade, apatia e recusa de líquidos, o que pode agravar a desidratação.

Nota: É exatamente no final do período febril que eventualmente surgem manifestações hemorrágicas: sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos profusos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.
Nas crianças, também as formas graves se manifestam depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder. Nos menores de 5 anos, o início da doença pode ser frustro, passar despercebido, e o quadro grave instalar-se como primeira manifestação reconhecível.

2) Febre hemorrágica da dengue (FHD)

As manifestações iniciais são as mesmas da forma clássica, até que ocorra remissão da febre, entre o terceiro e o sétimo dia, quando aparecem as manifestações hemorrágicas (espontâneas ou provocadas), o hemograma mostra que as plaquetas caem para menos de 100 mil/milímetro cúbico) e a pressão arterial pode baixar.

3) Dengue com complicações

É todo caso que não se enquadra nas duas formas anteriores, dado o potencial de risco evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas, sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural, hemograma com glóbulos brancos abaixo de 1.000 e/ou plaquetas abaixo de 50 mil.

As manifestações neurológicas incluem: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

Os seguintes sinais de alerta indicam a possibilidade de quadros graves:

* Dores abdominais fortes e contínuas;
*Vômitos persistentes;
* Tonturas ao levantar (hipotensão postural);
* Diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5);
* Fígado e baço dolorosos;Vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes;
* Extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas;
* Pulso rápido e fino;
* Agitação e/ou letargia;
* Diminuição do volume urinário;
* Diminuição súbita da temperatura do corpo;
* Desconforto respiratório;

A dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade.

Por essa razão, o Ministério da Saúde recomenda que os pacientes ambulatoriais retornem ao Posto de Atendimento para reestadiamento. Recomenda, ainda, que depois da primeira consulta os médicos preencham o “Cartão de Identificação do Paciente com Dengue”.

Nesse cartão devem constar: identificação, unidade de atendimento, data de início dos sintomas, medição da pressão arterial, prova do laço*. Alguns dados do exame de sangue (hemograma), sorologia para dengue (resultado do exame de sangue específico para a dengue), orientação sobre os sinais de alerta, na presença dos quais o paciente deverá retornar com urgência, e o local de referência para atendimento dos casos graves na região.

Nota: Desde o início de setembro de 2010, por determinação do Ministério da Saúde, casos suspeitos de dengue 4 são de comonicação compulsória às autoridades sanitárias no prazo de 24 horas. O objetivo é evitar a dispersão do sorotipo 4 do vírus que, recentemente, foi identificado em estados do norte do Brasil, depois de muitos anos sem registro de nenhum caso de contaminação.

Prova do laço

A prova do laço é importante porque avalia a fragilidade capilar e pode refletir a queda do número de plaquetas. Está indicada em todos os casos com suspeita de dengue e pode ser a única manifestação hemorrágica nos quadros mais complicados da doença.

Procedimento:

1) Desenhar com uma esferográfica um quadrado de 2,5 cm de lado no antebraço do paciente;
2) Verificar a PA;
3) Calcular o valor médio entre a máxima e a mínima ( se a PA for 12 por 8, a média será 10);
4) Insuflar novamente o manguito até o valor médio (no caso, até 10) e mantê-lo insuflado por 5 minutos (em crianças, 3 minutos) ou até o aparecimento de pequenos pontos de sangramento sob a pele (petéquias);
5) Contar o número de petéquias no interior do quadrado;
6) A prova será positiva se surgirem mais do que 20 petéquias no adulto ou 10 nas crianças.

Diagnóstico

Suspeitar de dengue em todo caso de doença febril aguda com duração máxima de 7 dias, acompanhada de dois dos seguintes sintomas, associados ou não a hemorragias:

* Dor de cabeça;
* Dor atrás dos olhos;
* Dores musculares;
* Dores nas juntas;
* Prostração;
* Vermelhidão no corpo.

Além desses sintomas, o paciente deve ter estado nos últimos 15 dias em área com casos de dengue ou em que existam mosquitos Aedes aegypti.

O diagnóstico é essencial para avaliar a gravidade do caso e orientar o tratamento. De acordo com a gravidade, os casos costumam ser divididos em três grupos:

1) Grupo A

Compreende os casos com as seguintes características:

* Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue;
*Ausência de hemorragias: espontâneas e prova do laço negativa;
*Ausência de sinais de alerta

2) Exames laboratoriais

O exame para confirmar o diagnóstico de dengue dever ser pedidos de acordo com a situação epidemiológica:

* Em períodos não epidêmicos, solicitá-los em todos os casos suspeitos;
* Em períodos epidêmicos, solicitá-los de acordo com a orientação da Vigilância Epidemiológica;
* Solicitá-los sempre nas mulheres grávidas, para diferenciar dengue de rubéola.

3) Hemograma

Deve ser pedido obrigatoriamente nos casos de gestantes, pessoas 65 anos, portadores de hipertensão, diabetes, doença pulmonar crônica, renal crônica, cardiovascular ou do aparelho digestivo.

Tratamento

Não existe tratamento específico para combater o vírus. Sua função é combater a desidratação e aliviar os sintomas.

1) Hidratação oral

No primeiro dia: Administrar por via oral 80 mL/kg de peso corpóreo (um adulto de 70 kg deve receber: 80mL x 70mL = 5.600 mL ou 5,6 litros). Atenção: 1/3 desse volume deve ser de soro caseiro (preparado com uma colher de chá de sal e uma de sopa de açúcar dissolvidas em 1 L de água fervida ou filtrada). Os 2/3 restantes podem ser de água, sucos de frutas, chás ou água de coco (recomendada).

Do segundo dia em diante até a febre desaparecer: Administrar por via oral: 60 mL/kg de peso (um adulto de 70 kg deve receber: 60 x 70 = 4.200 mL ou 4,2 L).

Em crianças oferecer: 50mL/kg a 60 mL/kg de peso de soro caseiro a cada 4 ou 6 horas. Se houver vômito ou diarréia, esse volume deve ser aumentado. Não há restrição para o aleitamento.

2) Sintomático

Para combater a febre alta e as dores.

a) Dipirona: É o analgésico/antipirético de escolha. Nas crianças usar 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Nos adultos, 20 a 40 gotas ou 1 comprimido de 500 mg de 6/6 horas.

b) Paracetamol: Em crianças 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Em adultos 1 comprimido de 500 ou 750 mg de 6/6 horas. Respeitar as doses máximas porque o Paracetamol em doses mais altas tem toxicidade hepática.

Notas importantes:

* Antiinflamatórios estão contraindicados por causa do potencial hemorrágico;
Jamais usar antitérmicos que contenham o ácido acetilsalecílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc): podem causar sangramentos;
* Não comer alimentos que eliminem pigmentos avermelhados na urina e nas fezes (beterraba, açaí, etc.) que possam ser confundidos com sangramento.
Para combater os vômitos e o prurido:
* Metoclopramida (Plasil e outros) e Dimenidriminato (Dramin e outros) podem ser usados 3 a 4 vezes/dia;
* O prurido, que pode ser incômodo, dura de 3 a 4 dias. Pode ser tratado com banhos frios e compressas com gelo. Nos casos mais rebeldes administrar antialérgicos comuns.


Fontes: MS,DrDrauzio,bvs,OPAS